Dons, talentos, egoísmo, esperança e eu no meio disso tudo

Quais foram as coisas realmente boas que me aconteceram na vida? Eu não sei. Sempre ouso algumas pessoas dizendo que as coisas boas são, por exemplo, aquele café da manhã sem-graça do fim de semana. E eu não concordo com isso.
Mesmo tendo a chamada vida digna, eu continuo me sentindo um lixo, por dentro e por fora.  Qual o meu dom? O meu talento? Essas coisas realmente existem e são tão importantes assim? Eu queria tanto ser alguém melhor. Ajudar os outros. Eu tento mas dá tudo tão errado. Se as coisas ruins só acontecem para o bom vir, cadê esse bom? Por quê não consigo enxergá-lo? Eu não acho o meu café da manhã um bom da vida.
Eu nem sei porquê eu estou vivendo. Se bem que o correto seria dizer que a vida não sabe o que faz de mim. Ela vive eu, tão perdida quanto qualquer um.
Ás vezes, no meu dia-a-dia, fico imaginando um mundo diferente. Uma utopia, de mim, dos outros. Um mundo perfeito, basicamente. Onde nada dá errado, os erros são perdoados e tudo é mais fácil. Todos são inteligentes, tem conhecimento, sabedoria. Aí eu pego e volto pra vida real. Só usamos 10% do cérebro, a pessoa mais inteligente deve ser mais burra que sei lá, um egoísta com ego inflado.
Eu sempre fico me perguntando sobre egoístas com ego inflado. Eu criei até uma teoria (que já deve existir) sobre o egoísmo.
Nem sempre as pessoas farão coisas por você. É necessário saber se defender, aprender. Se egoísmo vem de eu, isso significa nada mais do que isso: o mundo é seu, é nosso. Faça o que quiser por você. A pessoa que mais amo no mundo é eu. Eu sei muito bem que se eu não gostar de mim mesma mais ninguém vai fazer isso, pois o mundo é meu, é seu e de todos; ninguém é obrigado a gostar de mim. É como um a dádiva, eu diria. Faça com os outros o que queria que eles fizessem com você. Mas a gente esquece que, para mudar os outros, é preciso mudar-se primeiro. E eu mudo o meu amor, o meu jeito de conviver com os outros sendo eu 100%, pois eu quero que todos sejam sinceros comigo, como posso ser com eles.  Entretanto, eu deveria começar sendo sincera comigo mesma. Admitir os meus erros, as minhas chatices, tudo isso. Mais tarde a gente fala dos outros, dos seus defeitos, dos seus males e dons, talentos, do jeitos deles serem quem são.
Sou conhecida por ser egoísta, fechada e desumilde. Acontece que levo a sério esse papo de amizades, coleguismo, acabando por me fechar mesmo, numa bolha onde não sou obrigada a nada. Nem a fingir ser quem não sou e nem a agir, mostrando minha verdadeira face para inúteis que são nada de demais.
Eu também não tenho muita esperança. Ficar esperando pra sempre coisas sem fazer nada para isso vir mesmo, agh, nojinho. Prefiro fazer as coisas e pronto, eu não tenho paciência de esperar, eu não consigo. Mas vou confessar com vocês: tenho inveja de quem tem esperança e fica lá, anos até a morte esperando algo nunca acontecer. Diria até que tem que ter muita fé pra isso. Não que eu não tenha fé, eu só não tenho paciência, de esperar e ficar só... Esperando.

Esperando o tal de coisa boa da vida vir aparecer. Será que eu realmente deveria esperar até a minha morte ou caçar algo pra fazer? Eu não sei.
do meu onenote

2 comentários

  1. Me identifiquei nessas algumas palavras. A minha vida tem se tornado tão monótona que tem coisas simples, que é bom de viver, como tomar aquele simples café gostoso de manhã, que tem perdido um pouco a graça.
    Acredito que quando algo é pra realmente acontecer, acontece de surpresa.
    Sei lá, talvez deveríamos, parar de esperar por algo,e nós mesmos procurarmos o que queremos. E dar valor pra coisas que realmente importa, coisas simples por exemplo. Darmos mais valor as coisas que tem a nossa volta. O hoje é hoje, ele não é o amanhã nem o ontem, ele é simplesmente o agora. Dom, talento, não vem de uma hora pra outra, se a gente gosta de algo que envolva, dom, a gente tem que se empenhar nisso. Acredito que exista assim, apenas não encontramos ainda o nosso.

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    1. obrigada pela leitura, moça ♥♥
      sabe? até que gostei do teu jeito de pensar sobre isso.

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